Quem somos

A Igreja Evangélica Baptista de Braga iniciou a sua atividade na cidade no ano de 1972, com reuniões em casa dos missionários Osvaldo e Stella Bomfim, chegados do Brasil com o objetivo de abrirem uma igreja baptista em Braga, cidade que nunca tinha tido um testemunho baptista. Em virtude de preconceitos religiosos tornava-se difícil alugar um espaço destinado ao culto. Os senhorios negavam contrato ao saber que o aluguer se destinava ao culto evangélico, até que um corajoso senhorio alugou à igreja uma loja semi-acabada que foi, anos mais tarde, comprada pela igreja.

A 20 de maio de 1984, a igreja viu-se reconhecida pelo Estado ao receber o registo de Associação Religiosa com aprovação dos seus primeiros estatutos. Depois de anos de atividade, devido ao seu crescimento e pensando em servir a cidade de uma forma mais ampliada, a igreja decidiu adquirir um edifício quase em ruínas na Avenida da Boavista, onde está instalada a sua sede até o dia de hoje.

No ano de 1992, a igreja decidiu dar início a uma pequena escola de música, aproveitando a bondade de membros ligados a esta área profissional. De forma a dar sustentabilidade ao projeto na área social que decidiu iniciar, a igreja fundou em 1993 o que é hoje a “Fundação Stella e Oswaldo Bomfim”, que tem vindo a desenvolver valências no apoio social e cultural.

Dando continuidade à sua visão e propósitos, a igreja estendeu as suas raízes missionárias na abertura de igrejas baptistas noutras cidades, como é o caso de Guimarães, Caldas das Taipas, Barcelos, Póvoa de Varzim, tendo estas igrejas recebido, entretanto, ao longo dos anos o estatuto de autónomas, excetuando Guimarães que se mantém na rede de igrejas em cooperação e Póvoa de Varzim que descontinuou.

Ao longo da sua história, a igreja cooperou com outras igrejas na região, respondendo a necessidades específicas destas mesmas igrejas, como foi o caso de Pias, Valença e Viana do Castelo. Desenvolveu projetos de parceria com a sua Fundação Bomfim em Angola, num projeto agrário e de educação, e em Macau, num projeto de combate à pobreza, com o sustento de uma missionária.

A igreja é membro efetivo da Aliança Evangélica Portuguesa e da Convenção Baptista Portuguesa, que integra mais 74 igrejas em cooperação, e ao nível regional com a Associação Baptista do Norte. Atualmente temos acima de 100 membros, distribuídos entre a congregação de Braga, que desde 2016 está sob a liderança do Pr. Teotónio Cavaco, e a congregação de Guimarães, que desde 2015 conta com o apoio da família missionária Lóta, e com a liderança do Pr. Ezequiel Julião desde 2018.

Em 2019 a igreja concretizou o plano de deslocalização de instalações, transferindo-se para o atual endereço em Semelhe, um lindo espaço onde dá culto a Deus, planeia dar início a inúmeros projetos na área da formação teológica, do desenvolvimento cristão, bem como nas áreas social e de apoio às famílias.


Princípios

Cremos em alguns princípios básicos de cooperação que são importantes para o crescimento e a harmonia espiritual dos seus membros:


  1. Princípio da Mordomia. Aceitamos a verdade bíblica de que todas as coisas pertencem a Deus, incluindo tudo o que somos, o que temos e aquilo de que desfrutamos. Que O Senhor requer de nós fidelidade em todas as áreas da vida e também no tocante às coisas materiais que coloca em nossas mãos.

  2. Princípio da Entrega. Cremos que o crente em Jesus Cristo não pode viver uma vida desassociada do seu Senhor. Tornámo-nos servos quando aceitamos a Sua morte na Cruz do Calvário por nós. Somos Dele!

  3. Princípio da Participação. A entrega a Deus implica também uma entrega às coisas de Deus. Cremos que Deus equipa a Igreja através dos seus membros, capacitando-os para realização dos propósitos de Deus para Igreja. A participação dos membros na vida da Igreja não é estática nem expectante, mas sim ativa e empreendedora.

  4. Princípio da Comunhão. Cremos que sendo membros e parte de um Corpo, não devemos privar os outros da nossa comunhão, nem do nosso suporte a todos aqueles que, tal como nós, são uma parte espiritual de nós mesmos. Devemos ser servos pelo amor.